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A gentileza está saindo de campo, no jogo corporativo. Não o ato de ser gentil, mas o uso desse termo – que permanece frequente apenas em alguns setores e faixas etárias. (leia mais…) Não quero discutir aqui se as pessoas estão mais ríspidas, individualistas e apressadas (talvez estejam). Mas muitas vezes os profissionais parecem ter medo ou vergonha de solicitar uma ação e escrevem no e-mail: “solicito a gentileza de preencher o formulário” ou “a gentileza de agendar uma reunião”. Gentileza? Será que estou sendo gentil quando faço o que tenho de fazer? Ou estou simplesmente cumprindo minhas obrigações profissionais? Não basta um breve “por favor”, um educado “solicito”, um simpático “peço”?

Parece fazer mais sentido guardarmos essa palavra mágica – que abre portas, facilita trâmites, abrevia prazos – quando formos pedir que alguém faça algo além do que manda o seu dever. Que quebre um galho, que saia da rotina para nos ajudar. Aí, sim, a palavra gentileza será bem usada e vai resultar no ato gentil que esperamos. A gentileza vai gerar a gentileza desejada.